Ainda que eu ande pelo vale da sombra da morte, não temerei mal nenhum, porque tu estás comigo: a tua vara e o teu cajado me consolam

16 de Abril

“Ainda que eu ande pelo vale da sombra da morte, não temerei mal nenhum, porque tu estás comigo: a tua vara e o teu cajado me consolam.” (Salmo 23.4)

Se pela fé o seu coração encontra consolo nas promessas de Deus, então você segue o caminho dos Seus mandamentos, o que quer dizer que você está interiormente curado da sua incredulidade, como diz o profeta Jeremias. Naturalmente as tentações não deixarão de existir. E evidentemente muitas vezes esse caminho fica escuro, mas “Ainda que eu ande pelo vale da sombra da morte, não temerei mal nenhum.” Em outras palavras: a vereda plana, o caminho da justiça muitas vezes conduz a um vale de sombra e morte. Talvez você, que agora está lendo estas linhas, se encontre bem no meio do vale da sombra da morte. O vale é escuro; você nada pode ver diante de si nem atrás de si. Você só pode olhar para cima. Mas isso basta, pois as Escrituras dizem: “…olhando firmemente para o Autor e Consumador da fé, Jesus.” Assim experimentamos e presenciamos o contrário daquilo que o diabo quer. Pois ele quer que você se amedronte no vale da sombra da morte e desanime em meio às dificuldades. Mas o Senhor quer dar a você, no meio do vale escuro, uma profunda comunhão com Ele. Sim, justamente numa hora assim o Senhor é sua luz e sua salvação! Justamente nesse momento você tem motivo para se alegrar ao invés de ficar atemorizado.

Extraído do livro “Pérolas Diárias” (de Wim Malgo)

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Guia-me pelas veredas da justiça por amor do seu nome

15 de Abril

“Guia-me pelas veredas da justiça por amor do seu nome.” (Salmo 23.3)

Aquele que compreende a profundidade dessa promessa se torna forte, confiante e destemido. Se o Senhor conduz você por vereda plana e pelos caminhos da justiça por amor do Seu nome, como seria possível algo estar errado em sua vida? Jamais! Todas as angústias, todo o mau humor, toda insatisfação e todas as queixas vêm da incredulidade. Permita-me dizer a você particularmente: o Senhor só é honrado e glorificado se você aceita as Suas promessas como sendo dEle para você bem pessoalmente. Se aqui está escrito: “Guia-me pelas veredas da justiça por amor do seu nome”, isso significa por amor ao nome de Jesus. As promessas da Bíblia são garantidas e certas no precioso nome de Jesus, pois está escrito: “Porque quantas são as promessas de Deus tantas têm nele o sim; porquanto também por ele é o amém para glória de Deus.” Essa certeza de ser guiado por vereda plana, por vereda de justiça, consola nosso coração. O mesmo Davi que também tinha essa certeza exclamou: “Percorrerei o caminho dos teus mandamentos, quando me alegrares o coração.” É como um abençoado círculo divino, depois de nos aproximarmos dEle fica mais fácil obedecer ao Senhor.

Extraído do livro “Pérolas Diárias” (de Wim Malgo)

Porque que é a vossa vida? É um vapor que aparece por um pouco e depois se desvanece

Quarta-feira 16 Abril

Porque que é a vossa vida? É um vapor que aparece por um pouco e depois se desvanece

(Tiago 4:14).

NOSSA VIDA , UMA NEBLINA!

Você alguma vez já observou a neblina? Quando aparece o sol, ela se evapora e depois de um instante já não está mais lá. Assim é nossa vida: uma neblina que aparece por um pouco de tempo e logo some.

Um homem de 80 anos jazia em seu leito de morte. Alguns dias atrás gozava de perfeita saúde. Agora gemia, suspirava e se queixava. De repente, ele exclamou: – Como minha vida foi inútil! Que poderei dizer a Deus quando me apresentar a Ele?

Este homem reconheceu antes de morrer que desperdiçara sua vida. Quantas pessoas se parecem com Ele?!

Felizmente a Escritura não nos lembra somente da brevidade e transitoriedade de nossa vida neste mundo. Também nos mostra o fim de nossa existência para que não tenhamos de dizer: “Como minha vida foi inútil!”

Já que nossa vida é breve, deveríamos pensar no que vem após a morte. Enquanto estivermos neste mundo, podemos decidir onde passaremos a eternidade: junto de Deus em Sua glória ou longe dEle na perdição. Poderemos estar junto a Deus se, agora mesmo, acertarmos nosso relacionamento com Ele. E para isso temos de crer na obra redentora que Jesus Cristo realizou na cruz. Nossos esforços e boas obras não valem nada nessa questão. Quem confia sua própria vida ao Salvador encontra nesta vida uma paz interior e uma esperança firme que tira todo o medo de estar diante dAquele “que tem, ele só, a imortalidade e habita na luz inacessível; a quem nenhum dos homens viu nem pode ver” (1 Timóteo 6:16).

Extraído do devocional “Boa Semente” – literatura@terra.com.br

Cheguemos, pois, com confiança ao trono da graça, para que possamos alcançar misericórdia e achar graça, a fim de sermos ajudados em tempo oportuno

Terça-feira 15 Abril

Cheguemos, pois, com confiança ao trono da graça, para que possamos alcançar misericórdia e achar graça, a fim de sermos ajudados em tempo oportuno

(Hebreus 4:16).

O TRONO DA GRAÇA

Os destinatários da epístola aos hebreus eram judeus que tinham se convertido a Cristo. Por isso o autor emprega muitas imagens do Antigo Testamento.

Quando fala do “trono da graça” tinha em mente o objeto mais importante do culto do  Antigo Testamento: a arca e sua cobertura de ouro (ou propiciatório) com dois querubins lavrados em ouro (Êxodo 25:10-20). Ela ficava no Lugar Santíssimo do tabernáculo e testificava a presença de Deus no meio de Seu povo Israel. Sobre os querubins se achava o simbólico trono da santidade, da justiça e do juízo divinos (Salmos 89:14; 99:1). Uma vez por ano o sumo sacerdote entrava no Lugar Santíssimo e aspergia a cobertura da arca com o sangue da vítima de um sacrifício. Isso era uma figura da morte do Senhor Jesus na cruz. Agora essa mesma morte fala diante de Deus a favor dos que crêem no Salvador. O simbólico trono de Deus passou a ser o “trono da graça”.

Na antiguidade, só o sumo sacerdote podia entrar uma vez ao ano no Lugar Santíssimo. Mas quando o Senhor Jesus cumpriu Sua obra de expiação na cruz, Deus rasgou o véu do templo que impedia a entrada no Lugar Santíssimo e, com isso, proclamou que o acesso ao céu estava aberto para o que crê na obra redentora de Cristo. Desde então todo nascido de novo tem livre acesso à presença de Deus e sabe que pode pedir tudo o que necessita, aproximando-se do “trono da graça”.

Extraído do devocional “Boa Semente” – literatura@terra.com.br

E nós vos anunciamos que a promessa que foi feita aos pais, Deus a cumpriu a nós, seus filhos, ressuscitando a Jesus

Atos 13:32-52

“E, se Cristo não ressuscitou, é vã a nossa pregação”, escreve o apóstolo aos coríntios (1 Coríntios 15:14). Surpreende-nos, então, notar que ele tanto enfatiza a ressurreição do Senhor Jesus? Aos judeus a ressurreição demonstrava que Ele de fato era o Messias prometido, do qual falavam o Salmo 16 e outras escrituras (vv. 34-35). Aos pagãos, era a demonstração do poder de Deus e a prova do juízo que está determinado (17:31). Para nós, os crentes, a presença na glória de nosso Redentor vivo é a garantia de que Deus reconheceu a obra que fez em prol de nossa justificação (Romanos 4:25), de que nossa porção é celestial (Colossenses 3:1-2) e de que nossa esperança está “segura e firme” (Hebreus 6:18-20).

As “boas novas da promessa” (v. 32) encontram somente blasfêmia e contradição por parte dos miseráveis judeus (v. 45). Então os apóstolos, por ordem do Senhor, solenemente voltam-se para os gentios (v. 46) ao confirmar que a remissão dos pecados é concedida a todo aquele que crê (vv. 38-39).

Aqueles judeus não se julgavam dignos da vida eterna (v. 46). Isto é incredulidade, e de maneira nenhuma humildade! Na parábola do filho pródigo, o Senhor faz referência a esse tipo de gente na pessoa do filho mais velho (Lucas 15:25-30). Por seu egoísmo e sua própria justiça, ele se privou voluntariamente da alegria da casa paterna.

E, partindo de Pafos, Paulo e os que estavam com ele chegaram a Perge, da Panfília. Mas João, apartando-se deles, voltou para Jerusalém.

Atos 13:13-31

Os apóstolos prosseguem viagem e chegam à Panfília. Ali, porém, João – também chamado Marcos (12:12) – abandona-os e volta a Jerusalém. Sua fé não estava à altura do serviço para o qual se havia comprometido, nem das dificuldades que notou que enfrentaria. Não basta apenas acompanhar um servo de Deus ou imitá-lo. Até mesmo num trabalho em cooperação, cada um é responsável por si perante o Senhor e tem de ser impulsionado por sua própria fé pessoal.

Na sinagoga de Antioquia da Pisídia, Paulo dirige-se aos judeus fazendo-os recordar, como o fez Estêvão, da história de Israel. Mostra-lhes como Deus havia cumprido em Jesus as promessas feitas a Davi (Salmo 132:11). Não era o próprio Davi uma figura do Salvador que surgiria de sua descendência? (v. 23). Pois, em contraste com Saul, rei segundo a carne, o próprio Deus havia escolhido em Davi um homem segundo o Seu coração, que faria toda a Sua vontade (v. 22).

Tudo se conjugava perfeitamente comprovando que Jesus era o Messias: o testemunho de João após o de todos os profetas; o cumprimento das Escrituras na morte de Jesus, até mesmo pelo fato de não terem podido acusá-LO de crime algum (v. 28; Isaías 53:9), e, sobretudo, a Sua ressurreição (v. 30).

E aconteceu que ao cabo de quarenta dias, abriu Noé a janela da arca que tinha feito.

Gênesis 8:6-22 (leia aqui)

Sem nenhum meio de propulsão e sem um leme de direção, a arca, guiada pela mão segura de Deus, ancora sobre as montanhas de Ararate. Poderíamos pensar que o momento para sair havia chegado. Mas Noé espera, e se passam muitos dias. Noé entrou na arca atendendo à ordem de Deus e somente quer sair dela mediante Sua ordem. A pomba que não achou lugar onde pousar e que retorna para a arca é uma figura do Espírito de Deus, que não tem nenhum lugar em um mundo condenado. Mas, quando o Senhor Jesus veio, o Espírito finalmente pôde descer na forma de uma pomba pura sobre aquele bendito Homem (Mateus 3:16). E o mesmo se aplica hoje a cada crente que possui o Espírito Santo: ele não encontra neste mundo alimento espiritual ou qualquer coisa que satisfaça seu coração. Com o homem natural ocorre justamente o contrário: ele está à vontade aqui, justamente o que vemos na figura do corvo, uma ave imunda segundo Levítico 11:15, que se alimenta de carne deteriorada.

Finalmente Noé sai da arca mediante ordem do Senhor. O que faz primeiro? Oferece um holocausto. Deus tem a prerrogativa sobre esta terra purificada de sua impureza, e um cheiro agradável sobe até Ele.

Não temos também nós sido alvos de freqüentes livramentos, grandes ou pequenos, em nossa vida? Nunca esqueçamos de agradecer! – e antes de tudo por “tão grande salvação” (Hebreus 2:3).