Então disse Deus a Noé: O fim de toda a carne é vindo perante a minha face; porque a terra está cheia de violência; e eis que os desfarei com a terra.

Gênesis 6:13-22 (leia aqui)

Embora Noé, em comparação com os homens de seu tempo, seja chamado de “homem justo e íntegro” (v. 9), não é por seu mérito, mas somente pela graça que ele é poupado (v. 8). Agora chegou o momento para Deus lhe comunicar os Seus intentos e lhe fazer saber as Suas instruções. É fácil ser compreendido por aqueles com quem andamos no mesmo caminho. E assim vemos Noé corresponder a essas comunicações pela fé. “Pela fé, Noé, divinamente instruído… sendo temente a Deus, aparelhou uma arca para a salvação de sua casa” (Hebreus 11:7). Ele não dispunha de nada mais que a palavra de Deus a lhe revelar que o juízo estava à porta. Isto era suficiente para ele. Ele constrói a arca, pela qual condena o mundo. Cada golpe de seu martelo advertia aos contemporâneos que o juízo se aproximava. Enquanto a arca estava em construção, a longanimidade de Deus aguardou (1 Pedro 3:20). Porém, quantas pessoas se valeram dela? Aparentemente ninguém, fora a família do patriarca! Só indiferença e escárnio saudavam as fiéis advertências do “pregador da justiça”. Hoje também é grande é o número dos escarnecedores que não crêem nem na volta do Senhor nem no Seu juízo (2 Pedro 2:5; 3:3-6). Estes deliberadamente ignoram o que a Bíblia diz acerca do dilúvio, considerando este relato uma lenda.

E NA igreja que estava em Antioquia havia alguns profetas e doutores, a saber: Barnabé e Simeão chamado Níger, e Lúcio, cireneu, e Manaém, que fora criado com Herodes o tetrarca, e Saulo.

Atos 13:1-12

Aqui começa uma nova divisão do livro de Atos. A igreja de Antioquia é o ponto de partida para a obra que está para ser feita entre as nações . Barnabé e Saulo recebem o chamado, são separados pelo Espírito Santo e partem para a viagem apoiados pelas orações da igreja. Sua primeira etapa é a ilha de Chipre, terra natal de Barnabé (4:36). Ao chegar a Pafos, os apóstolos são convocados pelo procônsul Sérgio Paulo, o mais alto funcionário romano da ilha. Este “homem inteligente” conhecia o Deus dos judeus e desejava ouvir Sua Palavra. Porém, tinha um preocupante personagem por conselheiro: Elimas, um mágico judeu (atividade que era abominável aos olhos de Deus – vide Deuteronômio 18:9-10), que se aproveita da necessidade espiritual de Sérgio Paulo para exercer sobre ele uma influência maligna. Mas a oposição deste homem produziu exatamente o que ele mais quis evitar; permite a Paulo – chamado assim pela primeira vez – dar ao procônsul uma prova do poder do Senhor ao castigar o falso profeta.

Elimas é a figura do povo judeu que, por causa de sua resistência ao Espírito de Deus, está agora cegado “por algum tempo”, o que, no entanto, reverteu-se em benefício das nações (também chamadas de gentios).

E eis que sobreveio o anjo do Senhor, e resplandeceu uma luz na prisão; e, tocando a Pedro na ilharga, o despertou, dizendo: Levanta-te depressa. E caíram-lhe das mãos as cadeias.

Atos 12:7-25

Nem as cadeias, nem os dezesseis soldados, nem as intenções assassinas de Herodes são empecilho para que Pedro durma em paz na prisão. Tampouco haveria algo que pudesse impedir o Senhor de libertar o Seu amado servo (Salmo 121:4). Um anjo o acorda e o faz sair com poder (vv. 7, 10) e com solicitude (v. 8). Quando Deus age tudo fica tão fácil! Ele conhecia a criminosa “expectativa do povo judaico” (v. 11), mas também tinha ouvido a “incessante oração” da igreja a favor de Pedro (v. 5), e esta última prevaleceu. Infelizmente, quando as orações foram respondidas com a chegada do apóstolo, faltou-lhes fé para reconhecê-lo. Quantas vezes temos orado com nossos lábios, sem realmente esperar pelo objeto de nossa petição! Quantas vezes ainda estamos duvidando, apesar de a resposta já estar à porta!

Herodes está surdo a todas advertências divinas. Mas compraz-se em dar ouvidos às lisonjas do povo de Tiro e Sidom que, por razões políticas, tentam conquistar a amizade daquele homicida. Repentinamente, diante de todos, é ferido por um anjo do Senhor e cai morto de forma infame. Por outro lado, a Palavra do Senhor, que Herodes atacou em sua loucura, estende-se mais que nunca (v. 24).

Pois quê? Julga-se coisa incrível entre vós que Deus ressuscite os mortos?

Segunda-feira 14 Abril

Pois quê? Julga-se coisa incrível entre vós que Deus ressuscite os mortos?

Vem a hora em que todos os que estão nos sepulcros ouvirão a sua voz

(Atos 26:8; João 5:28-29).

MAIS FORTE QUE O SEPULCRO

Há muitos anos, em um velho cemitério de Hannover, podia se ver uma tumba de aspecto curioso. Pertencia a uma condessa alemã que se orgulhava de não crer na ressurreição dos mortos. Como última vontade, ela pediu que cobrissem seu túmulo com uma grossa lápide de granito de umas duas toneladas e colocassem ao redor grandes pedras presas entre si por ganchos de ferro. Na lápide estava a seguinte inscrição: “Proibido abrir esta tumba, adquirida como concessão perpétua.”

Parece estranho que alguém que negava veementemente a ressurreição tenha tomado tantos cuidados. No entanto, uma semente de álamo, levada pelo vento, caiu entre as pedras do túmulo. Essa sementinha se tornou uma árvore que, ao crescer, pouco a pouco levantou o bloco de granito, arrebentou os ganchos de ferro e quebrou as pedras da lateral.

Bastou uma semente para abrir a tumba da rica condessa. Uma palavra do Senhor bastará para arrancar do pó o corpo ressurreto dela.

Acredite ou não, a ressurreição é um acontecimento futuro, sem dúvida, porém testificado por uma ressurreição já cumprida: a do Senhor Jesus Cristo.

A ressurreição dá ao que crê uma razão para viver e ao incrédulo uma razão para temer. Recusar-se a crer nela não impedirá que ela aconteça. Deus sempre terá a última palavra. Seus desígnios jamais serão frustrados. Insensatez é lutar contra o Deus Todo-poderoso.

Extraído do devocional “Boa Semente” – literatura@terra.com.br

Esperamos no Deus vivo, que é o Salvador de todos os homens, principalmente dos fiéis

Domingo 13 Abril

Esperamos no Deus vivo, que é o Salvador de todos os homens, principalmente dos fiéis

(1 Timóteo 4:10).

O CONSERVADOR DE TODOS OS HOMENS

A palavra “Salvador” acima citada é traduzida por “Conservador” ou “Sustentador” em outras versões. Não interpretemos mal esse versículo; ele não quer dizer que todos os homens serão salvos. Não serão, embora Deus queira que “todos os homens se salvem e venham ao conhecimento da verdade” e para isso tenha enviado Seu Filho (1 Timóteo 2:4-6). Em nosso versículo de hoje, a palavra “Salvador” se refere a outro assunto diferente da salvação eterna da alma. Como fiel Criador, Deus “salva” Suas criaturas a cada instante providenciando o suprimento das necessidades delas. Dois versículos esclarecem esse pensamento:

Em Mateus 5:45, o Senhor disse na presença dos judeus que se opunham a Deus: “para que sejais filhos do Pai que está nos céus; porque faz que o seu sol se levante sobre maus e bons e a chuva desça sobre justos e injustos”;

Em Atos 14:15-17, o apóstolo Paulo se dirige às nações que ignoravam a Deus, afirmando: O “Deus vivo, que fez o céu, e a terra, e o mar, e tudo quanto há neles… beneficiando-vos lá do céu, dando-vos chuvas e tempos frutíferos, enchendo de mantimento e de alegria o vosso coração”.

Assim Deus, que “sustenta todas as coisas pela palavra do seu poder (Hebreus 1:3), cuida dos homens mesmo quando estes não têm consciência disso. O faraó chamou José de “Zafenate-Panéia”, ou seja, “salvador do mundo” ou “sustentáculo da vida”, porque graças a ele os egípcios tiveram comida (Gênesis 41:45).

Em nosso versículo, Paulo termina dizendo: “principalmente dos fiéis”. Embora toda a humanidade receba os benefícios temporais de Deus, somente os que crêem no Senhor Jesus são privilegiados com os Seus benefícios eternos.

Extraído do devocional “Boa Semente” – literatura@terra.com.br

Ainda que eu ande pelo vale da sombra da morte, não temerei mal nenhum, porque tu estás comigo

14 de Abril

“Ainda que eu ande pelo vale da sombra da morte, não temerei mal nenhum, porque tu estás comigo.” (Salmo 23.4)

A palavrinha aparentemente insignificante “porque” nos mostra grandes coisas que não têm palavras que o expressem. Davi canta esse salmo e expressa sua fé claramente no Salmo 23. Ele teria motivos mais que suficientes para naufragar de medo e pavor, pois estava cercado de inimigos, mas ele se agarrou no Senhor: “…porque tu estás comigo.” Este “porque” realça e enfatiza a excelsa pessoa de Deus. Quando a pessoa do Senhor tem o espaço maior em sua vida e domina todas as áreas de sua existência, você sempre poderá usar esse vitorioso “porquê”. Você tem motivos para ficar apavorado, ter medo e aflição, mas assim mesmo ouse expressar o “porquê”: “…não temerei mal nenhum, porque tu estás comigo.” Essa pequena palavrinha também resolve a suprema questão da nossa fraqueza. Você se queixa: “Não tenho forças, gostaria de servir melhor ao Senhor, mas por toda parte só encontro portas fechadas.” Tenha confiança, pois o Senhor conhece a sua fraqueza. O salmista testifica: “Ele me abateu a força no caminho.” Mas veja a promessa do Senhor: “…eis que tenho posto diante de ti uma porta aberta, a qual ninguém pode fechar.” E a jsutificativa para isso: “…que tens pouca força.” Justamente porque você é fraco, Ele é poderoso em você! Justamente porque você não pode resolver as situações, Ele pode fazer tudo por você!

Extraído do livro “Pérolas Diárias” (de Wim Malgo)

Pois o Senhor, por causa do seu grande nome, não desamparará o seu povo

13 de Abril

“Pois o Senhor, por causa do seu grande nome, não desamparará o seu povo.” (1 Samuel 12.22)

Na Bíblia, a palavrinha “pois” muitas vezes caracteriza situações de mudança, momentos em que a situação fica completamente diferente de um momento a outro. E, quando usada em relação ao Senhor, muitas vezes significa glória. Quando José se encontrava em grande opressão no Egito, lemos: “O Senhor, porém [pois], era com José, e lhe foi benigno, e lhe deu mercê perante o carcereiro.” Esse fato transformou sua cela num palácio, pois onde está o Senhor há luz e brilho, nunca escuridão.

Quando Coré se rebelou contra Moisés, a Bíblia fala que: “…então a glória do Senhor apareceu a toda a congregação.” A glória do Senhor foi para Moisés o “então”, o “mas” divino e salvador. Ao seu redor tudo se tornou claro e resplandecente quando a glória do Senhor se manifestou.

O mesmo também aconteceu conosco. Quando ainda estávamos sob o poder das trevas e éramos filhos da ira, assim como todos os outros, e nos encontrávamos sem salvação nas garras do inimigo, ressoou pelo Universo o todo poderoso “mas” de Deus: “Mas Deus, sendo rico em misericórdia, por causa do grande amor com que nos amou, e estando nós mortos em nossos delitos, nos deu vida juntamente com Cristo…” Será que por isso nossa vida não deveria ser uma adoração e um louvor a nosso Senhor?

Extraído do livro “Pérolas Diárias” (de Wim Malgo)