Lucas 8:1-15

Junto aos discípulos havia algumas mulheres piedosas que seguiam o Senhor e “lhe prestavam assistência com os seus bens”. O que elas fizeram por Jesus é mencionado em conseqüência daquilo que Ele antes havia feito por elas (v. 2).

Os versículos 4-15 contêm a parábola do semeador e sua explicação. Três coisas causam a esterilidade do solo: os pássaros, figura do diabo (v. 12); a pedra, figura aqui do coração árido, fechado para toda ação profunda e duradoura; por último os espinhos, que nos falam do mundo com seus cuidados, riquezas e deleites (v. 14). Contudo, até mesmo o melhor dos solos deve ser primeiramente preparado. Isto pode ser uma operação dolorosa para o solo que tem de ser lavrado, revolvido várias vezes, sulcado, antes de estar numa condição apropriada para a semente penetrar e germinar. É assim que Deus prepara a consciência daqueles que hão de receber a Sua Palavra (e isso freqüentemente se dá por meio de provações).

Mas esta preparação não ocorre nos três primeiros tipos de solo. É inútil lavrar um caminho continuamente pisoteado e impossível lavrar na pedra. Quanto aos espinhos, é necessário que se faça primeiramente uma limpeza, pois as raízes do mundo no coração são muitas vezes bastante profundas.

O que caracteriza todos os solos é que todos ouvem a Palavra. Mas reter a Palavra e frutificar com perseverança é próprio da boa terra (v. 15).

Extraído do “Guia Devocional do Novo Testamento” – literatura@terra.com.br

Lucas 7:36-50

Completamente diferente do publicano Levi (Lucas 5:29), Simão, o fariseu, também convidou o Senhor para comer em sua casa. Talvez Simão esperasse receber alguma honra pelo seu gesto, mas ao invés disso o Senhor lhe ensina uma humilhante lição. Uma mulher, conhecida pela sua vida de pecado, entra na casa. Ela rega os pés do Senhor Jesus com abundantes lágrimas de arrependimento, e, ao ungir-Lhe os pés com ungüento, fez exalar o aroma agradável de sua homenagem. É esta pecadora, e não o fariseu Simão, que refresca e anima o coração do Salvador, pois ela tem consciência de sua grande dívida para com Deus e vem ao Senhor Jesus do único modo apropriado: com um coração quebrantado e arrependido (Salmo 51:17). Antes de dirigir a esta mulher a palavra de graça que ela espera d’Ele, o Senhor tem “uma cousa” a dizer para Simão, cujos pensamentos secretos Ele conhecia todos. Quantas vezes poderíamos ouvir os nossos nomes em lugar do de Simão! “Uma cousa tenho a dizer-te”, disse o Mestre a Simão ou a qualquer um de nós: “Talvez você se compare a outros que não tiveram como você uma educação cristã, mas o que realmente Me importa é o seu amor por Mim e as provas desse amor”.

Que possamos nos dar conta do quanto nos foi perdoado, para que assim amemos mais o nosso Salvador!

Extraído do “Guia Devocional do Novo Testamento” – literatura@terra.com.br


 

Como é santo aquele que vos chamou, sede vós também santos em toda a vossa maneira de viver. E tinham conhecimento de que eles haviam estado com Jesus

Terça-feira – 12 de Dezembro

Como é santo aquele que vos chamou, sede vós também santos em toda a vossa maneira de viver. E tinham conhecimento de que eles haviam estado com Jesus (1 Pedro 12:15; Atos 4:13).

EM CIRCULAÇÃO

Durante o protetorado de Oliver Cromwell, faltou prata para o governo britânico fazer moedas. O “senhor Protetor” enviou seus homens à catedral para investigar se ali poderiam achá-la. Mas voltaram decepcionados e disseram: “A única prata que encontramos é a das estátuas dos santos.”

“Perfeito”, respondeu Cromwell, “vamos derreter os santos e colocá-los em circulação.”

Essas palavras históricas nos fazem pensar no que o cristianismo autêntico deve ser. Ele é composto de pessoas vivas, as quais a Bíblia chama de santos, porque a obra de Jesus as fez assim.

Deveriam permanecer como personagens representativos, amontoados em igrejas, onde se congregam aos domingos e se contentam com uma religião de aparência? Não, o Senhor quer santos que circulem em meio à humanidade, ali onde a vida real acontece; santos das segundas-feiras, das terças, das quartas e de todos os outros dias da semana. Santos nas universidades, nos escritórios, nas oficinas, nas casas e até nas camas de hospitais.

E não nos esqueçamos que, em geral, uma moeda leva a efígie de quem a cunhou. Aceitar sermos “derretidos” é a condição para que sejamos postos em circulação, a fim de que não haja a imagem de nós mesmos, mas a efígie do nosso Senhor e Salvador Jesus Cristo.

Extraído do devocional “Boa Semente” – literatura@terra.com.br

Eu sou a videira, vós, as varas; quem está em mim, e eu nele, este dá muito fruto, porque sem mim nada podereis fazer

Segunda-feira – 11 de Dezembro

Eu sou a videira, vós, as varas; quem está em mim, e eu nele, este dá muito fruto, porque sem mim nada podereis fazer (João 15:5).

A VIDEIRA E AS VARAS (JOÃO 15:1-6)

“Em todo o mundo vegetal – escreveu certo autor cristão – não existe nenhuma árvore que ilustre de maneira mais patente a relação do homem com Deus que a videira. Não há nenhuma outra cujo fruto e suco sejam tão vivificantes e estimulantes. Mas tampouco existe outra cuja tendência natural seja tão profundamente má, outra cujo crescimento produza logo tanta lenha, que somente serve para ser jogada no fogo. De todas as plantas, a videira é a que mais precisa da podadeira de maneira tão implacável e incessante. Nenhuma é tão dependente dos cuidados de quem a cultiva.”

É compreensível, portanto, que Jesus tenha usado a imagem da videira para ensinar uma dupla e importante lição. Ele mesmo diz ser a cepa, o tronco da videira; os nascidos de novo são as varas, ou seja, os ramos. É óbvio que o ramo de uma árvore só vive e produz fruto se estiver ligado ao tronco, recebendo a seiva que circula na árvore. “Estai em mim”, disse Jesus (o ramo ligado à videira), “e eu, em vós” (a seiva que circula no ramo): esta é a primeira condição para dar fruto. “Porque sem mim nada podereis fazer”, confirma o Senhor aos Seus discípulos.

Em segundo lugar, os crentes precisam de uma competente e cuidadosa poda do grande Agricultor, o Pai, para que frutifiquem. “Toda vara em mim que não dá fruto, a tira; e limpa toda aquela que dá fruto, para que dê mais fruto” (v. 2).

“Assim, toda árvore boa produz bons frutos” (Mateus 7:17).

Extraído do devocional “Boa Semente” – literatura@terra.com.br

Cingidos estejam os vossos corpos e acesas as vossas candeias. Sede vós semelhantes a homens que esperam pelo seu senhor, ao voltar ele das festas de casamento; para que, quando vier e bater à porta, logo lha abram

12 de Dezembro

“Cingidos estejam os vossos corpos e acesas as vossas candeias. Sede vós semelhantes a homens que esperam pelo seu senhor, ao voltar ele das festas de casamento; para que, quando vier e bater à porta, logo lha abram.” Lucas 12.35-36

Esperar por Jesus também inclui vigilância. Pois só assim estaremos de fato esperando por Ele. Há muitos anos atrás, devido ao meu ministério, muitas vezes, eu chegava tarde em casa. Às vezes, era madrugada quando eu finalmente retornava. Mas minha esposa sempre estava esperando por mim. Já de longe eu via que a luz estava acesa. Uma pessoa que espera pelo Senhor Jesus é também um missionário ardente. Por isso, o Senhor diz: “…estejam… acesas as vossas candeias.” Estai prontos para a viagem, cingi vossos corpos! Esperando por Ele somos firmados na Sua maravilhosa obra de salvação: “…assim também Cristo, tendo-se oferecido uma vez para sempre para tirar os pecados de muitos, aparecerá segunda vez, sem pecado, aos que o aguardam para a salvação.” Em outras palavras, esperar por Jesus para salvação está intimamente relacionado com a Sua primeira vinda, quando Ele carregou os nossos pecados. Quanto mais nos identificarmos com Ele, nos aproximando de Sua morte na cruz, tanto mais viveremos na esperança de que Ele em breve virá. Cruz e coroa se unem!

Extraído do livro “Pérolas Diárias” (de Wim Malgo)

Também através dos teus juízos, Senhor, te esperamos

11 de Dezembro

“Também através dos teus juízos, Senhor, te esperamos.” Isaías 26.8

Necessitamos tanto de força e poder interior! É o que encontramos na tranqüila espera e na confiança, como lemos em Isaías 30.15: “Em vos converterdes e em sossegardes, está a vossa salvação.” Por natureza não temos esse sossego, esse esperar confiante. Isso nos cria muitas dificuldades. Por quê? Porque enquanto esperamos no Senhor esperamos também por muitas outras coisas. E aí, quando nossas expectativas não se realizam imediatamente, ficamos decepcionados. Precisamos aprender a esperar e confiar exclusivamente em uma só Pessoa: Jesus! Portanto, o que faz diferença não é a perseverança em si, mas é a espera em Deus, essa confiança no Senhor que não permite que sejamos envergonhados. Essa atitude consiste em constante e ininterrupta expectativa, em uma atitude de espera. É de profundo significado quando o salmista exclama: “Deus… em quem eu espero todo o dia.” Em outras palavras, perseverar sem cessar. Aparentemente existem dias bons e dias ruins, mas a ininterrupta espera no Senhor cada vez mais liberta nosso coração dos altos e baixos de nossas emoções. A Bíblia diz: “…porquanto o que vale é estar o coração confirmado com graça.” Mas só recebemos essa graça estabilizadora na espera ininterrupta em Deus: “Quanto a mim, esperarei sempre…”

Extraído do livro “Pérolas Diárias” (de Wim Malgo)