As origensO vocábulo “apócrifo”,

 


 

 

1Esdras

2Esdras

Tobias

Judite

Acréscimos ao livro de Ester

Sabedoria de Salomão

Eclesiástico

Baruque

Epístola de Jeremias

Cântico dos Três Moços

Susana

Bel e o Dragão

Oração de Manassés

1 e 2Macabeus

 

As origens

O vocábulo “apócrifo”, que significa “escondido” ou “secreto”, aplica-se

genericamente a uma série de livros surgidos no período entre o AT e o NT.

Os livros apócrifos, cujo número varia de onze a dezesseis, chegaram até nós de

certo modo unidos aos livros canônicos, e a história deles é fora do comum.

As opiniões eclesiásticas através de várias épocas diferem quanto ao valor dessa

literatura. Os judeus da dispersão no Egito revelaram alta estima por esses escritos

e os incluíram na tradução do at para o grego, chamada Septuagita

 

O desenho acima mostra a origem e o desenvolvimento da Bíblia em língua portuguesa e os fundamentos sobre os quais descansa cada versão sucessiva.

Por vivermos em uma época de grande desenvolvimento tecnológico, principalmente na área da imprensa, temos dificuldades em perceber quanto era difícil reproduzir os livros bíblicos à

época em que foram escritos. Cada cópia tinha de ser feita lenta e laboriosamente à mão. Foi inevitável que muitos livros antigos se perdessem, o que em grande parte explica o

desaparecimento de todos os manuscritos originais da Bíblia.

O texto das páginas seguintes procura responder à pergunta: “Qual o fundamento literário da Bíblia?”.

 


a) A Septuaginta. Como conseqüência dos setenta anos de cativeiro na Babilônia e da forte influência do aramaico, a língua hebraica enfraqueceu. Todavia, fiéis à tradição de preservar

os oráculos em sua língua, os judeus não permitiam que os livros sagrados fossem vertidos para outro idioma. Alguns séculos mais tarde, porém, essa atitude exclusivista e ortodoxa

teria de dar lugar a um senso mais prático e liberal. Com o estabelecimento do império de Alexandre, o Grande, a partir de 331 a.C., a língua grega popularizou-se a tal ponto que se

tornou imprescindível uma tradução das Sagradas Escrituras nesse idioma.

Segundo o escritor Aresteas, a tradução grega foi feita por 72 sábios judeus (daí o nome “Septuaginta”), na cidade de Alexandria, a partir de 285 a.C., a pedido de Demétrio Falário,

bibliotecário do rei Ptolomeu Filadelfo. Concluída 39 anos mais tarde, a nova versão assinalou o começo de uma grande obra que, além de preparar o mundo para o advento de Cristo,

tornaria conhecida de todos os povos a Palavra de Deus. Na igreja primitiva, era a tradução conhecida de todos os crentes.

b) A Hexapla. Nem todos os livros do AT, infelizmente, foram bem traduzidos na Septuaginta, razão pela qual Orígenes, por volta de 228 d.C., compôs a Hexapla, ou “versão de seis

colunas”, contendo a Septuaginta e as três traduções gregas do AT efetuadas por Áquila do Ponto, Teodoro de Éfeso e Símaco de Samaria, feitas respectivamente em 130, 160 e 218

d.C. Além dessas, constavam nas duas últimas colunas o texto hebraico e o mesmo texto em grego. Essa grandiosa obra, constituída de cinqüenta volumes, perdeu-se provavelmente

quando os sarracenos saquearam Cesaréia, em 653 d.C.

c) A Vulgata. Em 382 d.C., o bispo Dâmaso encarregou Jerônimo de traduzir da Septuaginta para o latim o livro de Salmos e o NT, trabalho concluído em três anos e meio. Mais tarde,

outro bispo assumiu a direção da igreja em Roma e percebeu, com inveja, a grande cultura e a influência de Jerônimo. Este, perseguido e humilhado, dirigiu-se para Belém, na Terra

Santa, e ali estudou e trabalhou 34 anos na tradução de toda a Bíblia para a língua latina. Jerônimo escreveu ainda 24 comentários bíblicos, um conjunto de biografias de eremitas, duas

histórias da igreja primitiva e diversos tratados. Mais tarde, a Bíblia de Jerônimo ficou conhecida por Vulgata [Vulgar], sendo hoje utilizada pela Igreja Romana como a autêntica versão

das Escrituras em latim, apesar de muitos estudiosos a considerarem pobre e até apontarem falhas graves.

 

Códices e manuscritos bíblicos

 

A partir do século IV, os livros cristãos passaram a ser escritos em códex, palavra derivada de caudex, tabuinha coberta de cera na qual se escrevia com um estilete metálico (stylus).

Reunidos por um cordão que passava por orifícios feitos no alto dos exemplares, à esquerda, os códices tinham a forma de livro, portanto bem mais práticos para manusear que os

antigos rolos. Os mais importantes códices bíblicos são:

Sinaítico, produzido em cerca de 325 d.C., contém todo o AT grego, além das Epístolas de Barnabé e parte de O pastor, de Hermas. Foi encontrado pelo sábio alemão Constantino

Tischendorf, em 1844, no Mosteiro de Santa Catarina, situado na encosta do Sinai. Tischendorf viu 129 páginas do manuscrito em uma cesta de papel, prestes a serem lançadas ao

fogo. Percebendo seu enorme valor, levou-as para a Europa. Em 1859, voltou ao mosteiro e encontrou as páginas restantes. Doada pelo seu descobridor a Alexandre II, da Rússia, a

preciosidade foi posteriormente comprada pela Inglaterra pela vultosa quantia de 100 mil libras esterlinas. Está no Museu Britânico desde 1933.

Alexandrino, de meados do século IV, contém o AT grego e quase todo o NT, com omissões de 24 capítulos de Mateus, cerca de quatro de João e oito de 2Coríntios. Contém ainda a

Primeira epístola de Clemente de Roma e parte da segunda. Está no Museu Britânico.

Outros famosos códices bíblicos são: o Vaticano, do século IV, contém o AT e o NT, com omissões, está na Biblioteca do Vaticano; o Efraemi, produzido por volta de 450 d.C., acha-se

na Biblioteca Nacional de Paris; o Baza, encontrado por Teodoro Baza no Mosteiro de Santo Ireneu, na França, em 1581, é datado do século V e encontra-se atualmente na Biblioteca

de Cambridge, Inglaterra; o Washington, produzido nos séculos IV e V, acha-se no Museu Freer, na capital dos Estados Unidos da América.

Existem, ainda, vários códices de menor importância, expostos em museus e bibliotecas de várias partes do mundo. Somente de livros do NT, completos ou em fragmentos,

conhecem-se hoje 156.

 

Os rolos do mar Morto

 

Em se tratando de manuscritos em rolos, o mais antigo e importante de todos foi encontrado casualmente em 1947 por um beduíno, em uma bem escondida gruta nas proximidades de

Jericó, junto ao mar Morto. Examinado pelo professor Sukenik, da Universidade Hebraica de Jerusalém, revelou-se pertencente ao século III a.C. Contém o livro completo de Isaías e

comentários de Habacuque, além de importantes informações sobre a época em que foi escondido. É mais conhecido como o Rolo do mar Morto.

 

A Bíblia em português

 

Período das traduções parciais

a) Venturoso ou Bem-Aventurado: a despeito de esse título ter sido atribuído a d. Manuel como o principal incentivador das grandes navegações, mais bem-aventurado que esse rei

português foi um de seus antecessores, d. Diniz (1279-1325), por ter sido o primeiro a traduzir para a língua portuguesa o texto bíblico, tornando assim possível a navegação dos

leitores de língua portuguesa pelo imenso mar da Palavra de Deus.

Grande conhecedor do latim clássico e leitor da Vulgata, d. Diniz resolveu enriquecer a língua portuguesa: traduziu as Sagradas Escrituras para nosso idioma, tomando como base aquela

tradução. Embora lhe faltasse perseverança e só conseguisse traduzir os vinte primeiros capítulos do livro de Gênesis, seu esforço colocou-o em posição historicamente anterior a

alguns dos primeiros tradutores da Bíblia para outros idiomas, como John Wycliff, por exemplo, que só em 1380 traduziu as Escrituras para o inglês.

b) Fernão Lopes em seu curioso estilo de cronista do século XV, disse que d. João I (1385-1433), um dos sucessores de d. Diniz no trono português, “fez grandes letrados tirar em

linguagem os Evangelhos, os Atos dos Apóstolos e as epístolas de São Paulo, para que aqueles que os ouvissem fossem mais devotos acerca da lei de Deus” (Crônica de d. João I, 2.a

Parte). Os “grandes letrados” eram vários padres que também se utilizaram da Vulgata no trabalho de tradução.

Enquanto esses padres trabalhavam, d. João I, também conhecedor do latim, traduziu o livro de Salmos, que foi reunido aos livros do Novo Testamento traduzidos pelos padres. Seu

sucessor, d. João II, outro grande apoiador das traduções do texto bíblico, mandou gravar em seu cetro a parte final do versículo 31 de Romanos 8: “Se Deus é por nós, quem será

contra nós?”, atestando assim quanto os soberanos portugueses reverenciavam a Bíblia.

Como nessa época a imprensa ainda não havia sido inventada, os livros eram produzidos em forma manuscrita, fazendo-se uso de folhas de pergaminho. Isso tornava a circulação

extremamente reduzida. Por ser um trabalho lento e caro, era necessário que a Igreja Romana ou alguém muito rico assumisse os custos do projeto — ninguém mais indicado que os

nobres e os reis.

c) Outras figuras da monarquia de Portugal também realizaram traduções parciais da Bíblia. A neta do rei d. João I e filha do infante d. Pedro, a infanta d. Filipa, traduziu do francês Os

evangelhos. No século XV, surgiram publicados em Lisboa o Evangelho de Mateus e porções dos demais evangelhos, trabalho realizado pelo frei Bernardo de Alcobaça, que pertenceu à

grande escola de tradutores portugueses da Real Abadia de Alcobaça. Ele baseou suas traduções na Vulgata.

d) A primeira harmonia dos evangelhos em língua portuguesa, preparada em 1495 pelo cronista Valentim Fernandes e intitulada De vita Christi, teve seus custos de publicação pagos

pela rainha d. Leonora, esposa de d. João II. Cinco anos após o descobrimento do Brasil, d. Leonora mandou também imprimir o livro de Atos dos Apóstolos e as epístolas universais de

Tiago, Pedro, João e Judas, traduzidos do latim vários anos antes por frei Bernardo de Brinega.

Em 1566, foi publicada em Lisboa uma gramática hebraica para estudantes portugueses. Trazia em português, como texto básico, o livro de Obadias.

Outras traduções

Outras traduções em língua portuguesa realizadas em Portugal são dignas de menção:

a) Os quatro evangelhos, traduzidos em elegante português pelo padre jesuíta Luiz Brandão.

b) No início do século XIX, o padre Antônio Ribeiro dos Santos traduziu os evangelhos de Mateus e Marcos, ainda hoje inéditos.

É fundamental salientar que todas essas obras sofreram, ao longo dos séculos, implacável perseguição da Igreja Romana, e de muitas delas só escaparam um ou dois exemplares, hoje

raríssimos. A Igreja Romana também amaldiçoou a todos os que conservassem consigo essas “traduções da Bíblia em idioma vulgar”, conforme as denominavam.

 

Período das traduções completas

 

Tradução de Almeida

Coube a João Ferreira de Almeida a grandiosa tarefa de traduzir pela primeira vez para o português o AT e o NT. Nascido em 1628, em Torre de Tavares, nas proximidades de Lisboa,

João Ferreira de Almeida mudou-se aos doze anos de idade para o sudeste da Ásia. Após viver dois anos na Batávia (atual Jacarta), na ilha de Java, Indonésia, partiu para Málaca, na

Malásia, e lá, pela leitura de um folheto em espanhol acerca das diferenças da cristandade, converteu-se do catolicismo à fé evangélica. No ano seguinte, começou a pregar o

evangelho no Ceilão e em muitos pontos da costa de Malabar.

Não tinha ainda dezessete anos de idade quando iniciou o trabalho de tradução da Bíblia para o português, mas lamentavelmente perdeu o manuscrito e teve de reiniciar a tradução em

1648.

Por conhecer o hebraico e o grego, Almeida pôde utilizar-se dos manuscritos dessas línguas, calcando sua tradução no chamado Textus receptus, do grupo bizantino. Durante esse

exaustivo e criterioso trabalho, serviu-se também das traduções holandesa, francesa (de Baza), italiana, espanhola e latina (Vulgata).

Em 1676, João Ferreira de Almeida concluiu a tradução do NT e no mesmo ano remeteu o manuscrito para ser impresso na Batávia. Todavia, o lento trabalho de revisão a que a

tradução foi submetida levou-o a retomá-la e enviá-la para ser impressa em Amsterdã. Finalmente, em 1681, surgiu o primeiro Novo Testamento em português, trazendo no frontispício

os seguintes dizeres, que transcrevemos ipsis litteris: “O Novo Testamento, isto é, Todos os Sacro Sanctos Livros e Escritos Evangélicos e Apostólicos do Novo Concerto de Nosso Fiel

Salvador e Redentor Iesu Cristo, agora traduzido em português por João Ferreira de Almeida, ministro pregador do Sancto Evangelho. Com todas as licenças necessárias. Em

Amsterdam, por Viúva de J. V. Someren. Anno 1681″.

Milhares de erros foram detectados nesse Novo Testamento de Almeida, muitos deles produzidos pela comissão de eruditos que tentou harmonizar o texto português com a tradução

holandesa de 1637. O próprio Almeida identificou mais de 2 mil erros na tradução, e outro revisor, Ribeiro dos Santos, afirmou ter encontrado um número bem maior.

Logo após a publicação do Novo Testamento, Almeida iniciou a tradução do AT. Ao falecer, em 6 de agosto de 1691, havia traduzido até Ezequiel 41:21. Em 1748, o pastor Jacobus op

den Akker, da Batávia, reiniciou o trabalho interrompido por Almeida, e cinco anos depois, em 1753, foi impressa a primeira Bíblia completa em português, em dois volumes. Estava

concluído, portanto, o inestimável trabalho de tradução da Bíblia por João Ferreira de Almeida.

Apesar dos erros iniciais, ao longo dos anos estudiosos evangélicos vêm depurando a obra de Almeida, tornando-a a preferida dos leitores de fala portuguesa.

A Bíblia de Rahmeyer

Tradução completa da Bíblia, ainda hoje inédita, traduzida em meados do século XVIII pelo comerciante hamburguês Pedro Rahmeyer, que residiu trinta anos em Lisboa. O manuscrito

dessa Bíblia encontra-se na Biblioteca do Senado de Hamburgo, Alemanha.

Tradução de Figueiredo

Nascido em 1725, em Tomar, nas proximidades de Lisboa, o padre Antônio Pereira de Figueiredo, partindo da Vulgata, traduziu integralmente o AT e o NT, gastando dezoito anos nessa

laboriosa tarefa. A primeira edição do Novo Testamento saiu em 1778, em seis volumes. Quanto ao Antigo Testamento, os dezessete volumes da primeira edição foram publicados de

1783 a 1790. Em 1819, veio à luz a Bíblia completa de Figueiredo, em sete volumes. E, em 1821, foi publicada pela primeira vez em um único volume.

Figueiredo incluiu em sua tradução os chamados livros apócrifos, que o Concílio de Trento havia acrescentado aos livros canônicos em 8 de abril de 1546. Esse fato contribui para que

sua Bíblia seja ainda hoje apreciada pelos católicos romanos nos países de fala portuguesa.

Na condição de exímio filólogo e latinista, Figueiredo pôde utilizar-se de um estilo sublime e grandiloqüente, e seu trabalho resultou em um verdadeiro monumento da prosa portuguesa.

No entanto, por não conhecer as línguas originais e se haver baseado tão-somente na Vulgata, sua tradução não suplantou em preferência o texto popular de Almeida.

 

A Bíblia no Brasil

 

Traduções parciais

a) Nazaré. Em 1847, publicou-se, em São Luís do Maranhão, O Novo Testamento traduzido por frei Joaquim de Nossa Senhora de Nazaré, que se baseou na Vulgata. Foi, portanto, o

primeiro texto bíblico traduzido no Brasil. Essa tradução tornou-se famosa por trazer em seu prefácio pesadas acusações contra as “Bíblias protestantes”, que, segundo os acusadores,

estariam “falsificadas” e falavam “contra Jesus Cristo e contra tudo quanto há de bom”.

b) Em 1879, a Sociedade de Literatura Religiosa e Moral do Rio de Janeiro publicou a que ficou conhecida como “a primeira edição brasileira” do Novo Testamento de Almeida. Essa

versão foi revista por José Manoel Garcia, lente do Colégio D. Pedro II, pelo pastor M. P. B. de Carvalhosa, da cidade de Campos, RJ, e pelo primeiro agente da Sociedade Bíblica

Americana no Brasil, pastor Alexandre Blackford, ministro do evangelho no Rio de Janeiro.

c) Harpa de Israel foi o título que o notável hebraísta F. R. dos Santos Saraiva deu à sua tradução do livro de Salmos, publicada em 1898.

d) Em 1909, o padre Santana publicou sua tradução do Evangelho de Mateus, vertida diretamente do grego. Três anos depois, Basílio Teles publicou a tradução do Livro de Jó, com

sangrias poéticas. Em 1917 foi a vez de J. L. Assunção publicar O Novo Testamento, tradução baseada na Vulgata.

e) Traduzido do velho idioma etíope por Esteves Pereira, O Livro de Amós surgiu isoladamente no Brasil em 1917. Seis anos depois, J. Basílio Pereira publicou a tradução do Novo

Testamento e do Livro dos Salmos, ambos baseados na Vulgata. Por essa época, surgiu no Brasil (infelizmente, sem indicação de data) a Lei de Moisés (o Pentateuco), edição bilíngüe

hebraico-português, preparada pelo rabino Meir Matzliah Melamed.

f) O padre Huberto Rohden foi o primeiro católico a traduzir no Brasil o NT diretamente do grego. Publicada pela instituição católico-romana Cruzada Boa Esperança em 1930, essa

tradução, por estar baseada em textos considerados inferiores, sofreu severas críticas.

Traduções completas

a) Em 1902, as sociedades bíblicas empenhadas na disseminação da Bíblia no Brasil patrocinaram nova tradução da Bíblia para o português, baseada em manuscritos melhores que os

utilizados por Almeida. A comissão constituída para tal fim, composta de eruditos nas línguas originais e no vernáculo, entre eles o gramático Eduardo Carlos Pereira, fez uso de

ortografia correta e vocabulário erudito. Publicado em 1917, o trabalho ficou conhecido como Tradução Brasileira. Apesar de ainda hoje apreciadíssima por grande número de leitores,

essa Bíblia não conseguiu firmar-se no gosto do grande público.

b) Coube ao padre Matos Soares realizar a tradução mais popular da Bíblia entre os católicos na atualidade. Publicada em 1930 e baseada na Vulgata, suas notas entre parêntesis

defendem os dogmas da Igreja Romana. Por esse motivo, recebeu apoio papal em 1932.

c) Em 1943, as Sociedades Bíblicas Unidas encomendaram a um grupo de hebraístas, helenistas e vernaculistas competentes a revisão da tradução de Almeida. A comissão melhorou a

linguagem, a grafia dos nomes próprios e o estilo.

d) Em 1948, organizou-se a Sociedade Bíblica do Brasil, destinada a “Dar a Bíblia à pátria”. Essa entidade fez duas revisões do texto de Almeida, uma mais aprofundada, que deu origem

à Edição Revista e Atualizada no Brasil, e uma menos profunda, que conservou o antigo nome, “Corrigida”.

e) Em 1967, a Imprensa Bíblica Brasileira, criada em 1940, publicou sua Edição Revisada de Almeida, cotejada com os textos em hebraico e grego. Essa edição foi posteriormente

reeditada com ligeiras modificações.

f) Em 1988, a Sociedade Bíblica do Brasil traduziu e publicou a Bíblia na Linguagem de Hoje. O propósito básico dessa tradução era apresentar o texto bíblico em linguagem comum e

corrente. Em 2000, após ampla revisão, foi reeditada como Nova Tradução na Linguagem de Hoje.

g) Em 1990, a Editora Vida publicou a sua Edição Contemporânea da Bíblia traduzida por Almeida. Essa edição eliminou arcaísmos e ambigüidades do texto quase tricentenário de

Almeida e preservou, sempre que possível, as excelências do texto que lhe serviu de base.

h) Uma comissão constituída de eruditos em grego, hebraico, aramaico e português, coordenada pelo pastor Luiz Sayão, sob o patrocínio da Sociedade Bíblica Internacional, concluiu

em 2001 uma nova tradução das Escrituras, a Nova Versão Internacional (NVI), texto adotado desde então pela Editora Vida.

i) São também dignas de referência: a Bíblia traduzida pelos monges de Meredsous (1959); a Bíblia de Jerusalém, traduzida pela Escola Bíblica de Jerusalém (padres dominicanos) e

editada no Brasil por Edições Paulinas em 1981, com notas; a Edição Integral da Bíblia, trabalho de diversos tradutores sob a coordenação de Ludovico Garmus, editado pela Editora

Vozes e pelo Círculo do Livro, também com notas.

Abraão de Almeida e

Jefferson Magno Costamas

esses mesmos escritos foram eliminados do cânon hebraico pelos judeus da

Palestina.

A Igreja Católica Romana, no Concílio de Trento, em 1546, considerou canônicos

onze desses livros, que aparecem nas edições católicas das Escrituras.

O ponto de vista evangélico

Os evangélicos, ou protestantes, geralmente aceitam os apócrifos como possuindo

material de valor literário e histórico, mas rejeitam sua canonicidade. Por essa razão,

esses escritos foram eliminados das modernas edições evangélicas da Bíblia. Os

argumentos são os seguintes:

1. Nunca foram citados por Jesus, e duvida-se que os apóstolos tenham feito alusão

a eles.

2. A maioria dos primeiros pais da igreja consideravam-nos não inspirados.

3. Não aparecem no cânon hebraico antigo.

4. Quando comparados aos canônicos, por sua qualidade inferior, revelam-se

indignos de ocupar um lugar nas Sagradas Escrituras.

O caráter dos livros

As autoridades divergem quanto à classificação dos apócrifos. Por exemplo, a

Epístola de Jeremias é com freqüência incorporada ao livro de Baruque, enquanto

geralmente são omitidos o terceiro e o quarto livro dos Macabeus.

HISTÓRICOS — 1 e 2Macabeus e 1Esdras.

TRADICIONAIS — Adições ao livro de Ester, Susana, Canção dos Três Jovens, Bel e

o Dragão, Judite e Tobias.

PROFÉTICOS — Baruque e a Oração de Manassés.

APOCALÍPTICOS — 2Esdras e 4Esdras, na Vulgata Latina.

INSTRUTIVOS — Eclesiástico e Sabedoria de Salomão (estilo similar ao de

Provérbios).

ADAPTAÇÃO DA VERDADE

 

ADAPTAÇÃO DA VERDADE, para os fracos

Uso de parábolas

Mc 4:33

Com muitas parábolas semelhantes Jesus lhes anunciava a palavra, tanto quanto podiam receber.

Necessária à fraqueza humana

Jo 16:12

“Tenho ainda muito que lhes dizer, mas vocês não o podem suportar agora.

Alimenta os cordeiros

Jo 21:15

Dei-lhes leite, e não alimento sólido, pois vocês não estavam em condições de recebê-lo. De fato, vocês ainda não estão em condições,

Verdade simples aos imaturos

1Co 3:2

Dei-lhes leite, e não alimento sólido, pois vocês não estavam em condições de recebê-lo. De fato, vocês ainda não estão em condições,

Exemplo de Paulo

1Co 9:22

Para com os fracos tornei-me fraco, para ganhar os fracos. Tornei-me tudo para com todos, para de alguma forma salvar alguns.

Alguns são incapazes de absorver verdades mais profundas

Hb 5:12

Embora a esta altura já devessem ser mestres, vocês precisam de alguém que lhes ensine novamente os princípios elementares da palavra de Deus. Estão

precisando de leite, e não de alimento sólido!

Mensagens diferentes para grupos diferentes

1Jo 2:13

Pais, eu lhes escrevo porque vocês conhecem aquele que é desde o princípio. Jovens, eu lhes escrevo porque venceram o Maligno.

 

Ver tb: Rm 6:19,

Falo isso em termos humanos, por causa das suas limitações humanas c. Assim como vocês ofereceram os membros do seu corpo em escravidão à impureza e à

maldade que leva à maldade, ofereçam-nos agora em escravidão à justiça que leva à santidade.

1Co 9:20

Tornei-me judeu para os judeus, a fim de ganhar os judeus. Para os que estão debaixo da Lei, tornei-me como se estivesse sujeito à Lei (embora eu mesmo não

esteja debaixo da Lei), a fim de ganhar os que estão debaixo da Lei.

O QUE É ADULTÉRIO? “Qualquer que olhar para uma mulher para desejá-la, já cometeu adultério com ela no seu coração.” Mateus 5:28

Fonte cada dia

O QUE É ADULTÉRIO?

Leia:
Mateus 5:27-30

27

Ouvistes que foi dito aos antigos: Não cometerás adultério.

28

Eu, porém, vos digo, que qualquer que atentar numa mulher para a cobiçar, já em seu coração cometeu adultério com ela.

29

Portanto, se o teu olho direito te escandalizar, arranca-o e atira-o para longe de ti; pois te é melhor que se perca um dos teus membros do que seja todo o teu corpo lançado no inferno.

30

E, se a tua mão direita te escandalizar, corta-a e atira-a para longe de ti, porque te é melhor que um dos teus membros se perca do que seja todo o teu corpo lançado no inferno.

“Qualquer que olhar para uma mulher para desejá-la, já cometeu adultério com ela no seu coração.” Mateus 5:28

De acordo com Jesus, adultério não é apenas o ato da relação sexual fora do casamento, mas algo que se faz na própria mente. Jó, que compreendia isto, disse “Fiz acordo com os meus olhos de não olhar com cobiça para as moças” (Jó 31:1, 7). Davi permitiu que seu coração fosse guiado por seus olhos quando “viu uma mulher muito bonita tomando banho” e mandou buscá-la e “se deitou com ela” (2 Samuel 11:2-4). Davi cometeu adultério, primeiro com os olhos e depois com o corpo.Embora a atração sexual entre um homem e uma mulher seja um presente de Deus, devemos nos lembrar que desejar sexualmente outra pessoa é pecado contra a pessoa e contra Deus. Tenho visto resultados destrutivos do sexo fora do casamento e o alto e amargo preço que muitos pagam por um momento de prazer egoísta.O que fazer então? Jesus diz: “Se o seu olho direito o fizer pecar, arranque-o e lance-o fora… E se a sua mão direita o fizer pecar, corte-a e lance-a fora.” Por meio de uma descrição chocante, Jesus diz que não devemos permitir que nossos olhos guiem nosso coração e não devemos permitir que nossas mãos façam o que é errado.

Pense:
Nossos olhos não devemguiar nosso coração.

Ore:
Senhor, tu conheces os segredos de cada coração. Conheces as nossas fraquezas e fracassos. Que nossos olhos possam olhar para ti e que nossas mãos façam a tua vontade. Em nome de Jesus. Amém.

Versículos de hoje Domingo 16 de Setembro de 2007

Fonte

Versículos de hoje

Porquanto o SENHOR teu Deus é Deus misericordioso, e não te desamparará, nem te destruirá, nem se esquecerá da aliança que jurou a teus pais. Deuteronômio 4:31

Misericórdia, e paz, e amor vos sejam multiplicados. Judas 1:2

Versículos dos dias 15,14,13,09/2007

Habacuque 2:4

Eis que a sua alma está orgulhosa, não é reta nele; mas o justo pela sua fé viverá.

15 set

Filipenses 3:12

Não que já a tenha alcançado, ou que seja perfeito; mas prossigo para alcançar aquilo para o que fui também preso por Cristo Jesus.

14 set

Salmos 119:114

Tu és o meu refúgio e o meu escudo; espero na tua palavra.

14 set

Mateus 8:8

E o centurião, respondendo, disse: Senhor, não sou digno de que entres debaixo do meu telhado, mas dize somente uma palavra, e o meu criado há de sarar.

13 set

Isaías 11:4

Mas julgará com justiça aos pobres, e repreenderá com eqüidade aos mansos da terra; e ferirá a terra com a vara de sua boca, e com o sopro dos seus lábios matará ao ímpio,

13 set

Tiago 2:5

Ouvi, meus amados irmãos: Porventura não escolheu Deus aos pobres deste mundo para serem ricos na fé, e herdeiros do reino que prometeu aos que o amam?