Seis Marcos Esclarecedores Em Mateus 24

Seis Marcos Esclarecedores

Em Mateus 24, Jesus usa seis expressões que são muito úteis na subdivisão do capítulo e para sua melhor compreensão:

  1. Ainda não é o fim (Mt 24.6).
  2. O princípio das dores (v.8).
  3. A tribulação (v.9).
  4. O fim (v.14).
  5. O abominável da desolação (v.15).
  6. Em seguida à tribulação (v.29).
  7. Essas seis expressões servem de marcos referenciais, uma vez que cada uma delas delimita um tempo específico e introduz uma nova fase nos acontecimentos proféticos.

    Primeiro marco: ainda não é o fim

    “E ele lhes respondeu: Vede que ninguém vos engane. Porque muitos virão em meu nome, dizendo: Eu sou o Cristo, e enganarão a muitos. E, certamente, ouvireis falar de guerras e rumores de guerras; vede, não vos assusteis, porque é necessário assim acontecer, mas ainda não é o fim” (Mt 24.4-6).

    Aqui Jesus fala de um tempo que ainda não é o fim, mas que é uma condição imediatamente anterior a ele, ou seja, que conduz ao fim lenta mas inexoravelmente.

    Nos versículos 4 e 5 o Senhor Jesus menciona a primeira onda de enganos dos tempos finais, a sedução em nível político, ideológico e religioso.

    Marx, Lenin e Engels, do socialismo surgiu o comunismo (1917).

    Depois que o cristianismo havia se firmado e expandido na Ásia Menor e na Europa (até a Reforma), veio o grande engano. Novos arautos da salvação começaram a se manifestar e toda a Europa foi seduzida pelo engano. Alguns tópicos desse processo enganoso: o Iluminismo, o tempo dos grandes filósofos, a teoria da evolução, as muitas seitas, a teologia do “Deus está morto”. Então veio o marxismo-leninismo; do socialismo surgiu o comunismo (1917). A partir de 1932, quando o nacional-socialismo se levantou na Alemanha, homens como Hitler, Goebbels e Himmler foram os novos salvadores (messias), e na Itália o falso salvador foi Mussolini.

    Esse levante generalizado, oriundo do reino das trevas, do Iluminismo ao comunismo e ao nacional-socialismo (nazismo), intensificou-se no período em que os judeus voltaram para sua terra, a partir de 1882.

    “E, certamente, ouvireis falar de guerras e rumores de guerras…” (Mt 24.6). A Primeira e a Segunda Guerra foram chamadas de guerras mundiais porque, até então, nada semelhante havia sucedido na História da humanidade. Ambas foram devastadoras: a Primeira Guerra Mundial ceifou a vida de 10 milhões de pessoas, a Segunda Guerra Mundial custou a vida de 55 milhões. Na verdade, elas tiveram de acontecer, mas ainda não significavam o fim: “porque é necessário assim acontecer, mas ainda não é o fim” (v.6). Certamente elas se originaram no reino das trevas, porém, por direcionamento divino foram fatores-chave para a fundação do Estado de Israel. A Primeira Guerra Mundial preparou uma terra para um povo*; a Segunda Guerra Mundial preparou um povo para essa mesma terra. É impossível frustrar os desígnios divinos!

    Segundo marco: o princípio das dores

    “Porquanto se levantará nação contra nação, reino contra reino, e haverá fomes e terremotos em vários lugares; porém tudo isto é o princípio das dores” (Mt 24.7-8). Com essas palavras, em minha opinião, o Senhor Jesus descreve o tempo imediatamente anterior ao Arrebatamento, que prenuncia e introduz a época da Tribulação.

    “…se levantará nação contra nação, reino contra reino…” Isso significa revoluções, conflitos bélicos e terrorismo, assim como vimos acontecer após o fim da Guerra Fria (depois do conflito entre o Ocidente e o Oriente e da queda do Muro de Berlim) e como hoje acontece mundialmente (veja Lc 21.10).

    Um jornal suíço noticiou:

    Na verdade, a Primeira e a Segunda Guerra Mundial tiveram de acontecer, mas ainda não significavam o fim: “porque é necessário assim acontecer,
    mas ainda não é o fim” (v.6).

    Que o mundo seja pacífico e estável é refutado pelos fatos. Segundo levantamento de um renomado instituto de Hamburgo, no ano de 2004 houve 42 guerras e conflitos armados no mundo, e conforme os dados de um instituto estratégico de Pequim, após o término da Guerra Fria eclodiram em média dez novas guerras por ano. A Índia e o Paquistão são duas novas potências atômicas, e a disseminação de armas de destruição em massa e de mísseis estratégicos avança. Em tempo previsível, de 30 a 40 países disporão desses artefatos de guerra. O mundo tornou-se instável e imprevisível. Estabilidade pacífica é uma exceção…” (Neue Zürcher Zeitung)

    “…e haverá fomes e terremotos em vários lugares; porém tudo isto é o princípio das dores” (Mt 24.7-8). Fomes, epidemias (Lc 21.11) e terremotos são elementos que caracterizam de modo especial a atual situação mundial; eles são como que seu selo, sua marca registrada. Pela mídia somos confrontados com a miséria da fome. A epidemia da AIDS, os terremotos, os pavores, os maremotos e os atos de terrorismo não se concentram mais apenas em algumas regiões, mas se manifestam pelo mundo inteiro. Esse é o “princípio das dores”. Dessa forma, o tempo da Tribulação está cada vez mais próximo do nosso mundo. Portanto, aproxima-se também o momento do Arrebatamento (que se dará antes da Tribulação).

    Terceiro marco: a Tribulação

    “Então, sereis atribulados, e vos matarão. Sereis odiados de todas as nações, por causa do meu nome. Nesse tempo, muitos hão de se escandalizar, trair e odiar uns aos outros; levantar-se-ão muitos falsos profetas e enganarão a muitos. E, por se multiplicar a iniqüidade, o amor se esfriará de quase todos. Aquele, porém, que perseverar até o fim, será salvo. E será pregado este evangelho do reino por todo o mundo, para testemunho a todas as nações. Então, virá o fim. Quando, pois, virdes o abominável da desolação de que falou o profeta Daniel, no lugar santo (quem lê entenda)…” (vv.9-15).

    Esse texto descreve a primeira metade da Grande Tribulação, e essas características perdurarão até seu final.

    Fomes, epidemias (Lc 21.11) e terremotos são elementos que caracterizam de modo especial a atual situação mundial; eles são como que seu selo, sua marca registrada.

    Nessa ocasião o Arrebatamento da Igreja já terá acontecido, pois está escrito que “…aquele que perseverar até o fim, será salvo”. Isso quer dizer: quem ainda estiver sobre a terra, terá de perseverar até o fim da Tribulação ou morrerá como mártir. Isso não pode se referir à Igreja, pois na época de Mateus 24-25 ela ainda era um mistério, não sendo mencionada nesses capítulos. Somente dois dias após proferir Seu Sermão Profético Jesus falou dela a Seus discípulos (veja Jo 14.2-3).

    “Então, sereis atribulados, e vos matarão. Sereis odiados de todas as nações, por causa do meu nome. Nesse tempo, muitos hão de se escandalizar, trair e odiar uns aos outros” (vv.9-10). A aliança de Israel com o Anticristo e o último ditador mundial provavelmente será firmada nesse momento, quando então começará a perseguição daqueles que não aderirem a esse acordo.

    “Levantar-se-ão muitos falsos profetas e enganarão a muitos”. Agora se chega a mais um patamar de engano e sedução (veja o v.4). É a segunda onda de enganos nos tempos finais. O fator desencadeante poderia ser o recém-sucedido Arrebatamento da Igreja. Esse engano consistirá da humanidade toda unindo-se numa única comunidade mundial. Haverá uma indescritível solidariedade entre os homens sob o poderio do Anticristo, que provavelmente conduzirá a um governo mundial único, a uma unificação política e religiosa. Tratar-se-á, assim, sem dúvida, do cumprimento de Apocalipse 3.10: “Porque guardaste a palavra da minha perseverança, também eu te guardarei da hora da provação que há de vir sobre o mundo inteiro, para experimentar os que habitam sobre a terra”.

    “E, por se multiplicar a iniqüidade, o amor se esfriará de quase todos” (Mt 24.12). As leis serão mudadas, a Lei de Deus será completamente ignorada, a Bíblia será rejeitada e a conseqüência será uma apostasia indescritível.

    “Aquele, porém, que perseverar até o fim, esse será salvo” (v.13). Aqui trata-se daqueles que se converterem durante a Tribulação e que perseverarem na fé até seu fim.

    “E será pregado este evangelho do reino por todo o mundo, para testemunho a todas as nações…” (v.14). Nada nem ninguém pode barrar essa marcha vitoriosa do Evangelho de Jesus. Por mais de dois mil anos não foi possível impedi-lo de se espalhar, e isso também não acontecerá no tempo da Tribulação.

    O Evangelho foi rejeitado, odiado e combatido, mas mesmo na segunda metade da Tribulação ele será proclamado até a volta de Jesus em glória.

    Quarto marco: o fim

    “…Então, virá o fim” (v.14). O termo “o fim” significa provavelmente as últimas e mais fortes dores de parto antes que a nova vida irrompa e Jesus volte.

    Quinto marco: o abominável da desolação

    “Quando, pois, virdes o abominável da desolação de que falou o profeta Daniel, no lugar santo…” (v.15). Aqui é descrita a metade dos sete últimos anos e o fator desencadeante dos últimos três anos e meio. O abominável da desolação consistirá do Anticristo se assentando no novo templo reconstruído em Jerusalém (veja 2 Ts 2.3-4).

    A aliança de Israel com o Anticristo e o último ditador mundial provavelmente será firmada durante a Tribulação, quando então começará a perseguição daqueles que não aderirem a esse acordo.

    “Porque nesse tempo haverá grande tribulação, como desde o princípio do mundo até agora não tem havido e nem haverá jamais. Não tivessem aqueles dias sido abreviados, ninguém seria salvo; mas, por causa dos escolhidos, tais dias serão abreviados” (Mt 24.21-22). Esse período da história mundial será tão terrível como jamais houve na terra, incomparável em sua magnitude, a maior angústia já experimentada pelos homens. Se ele não fosse abreviado, ou seja, limitado a três anos e meio, ninguém iria sobreviver. Romanos 9.28 faz alusão a um juízo executado de forma intensa: “Pois o Senhor executará na terra a sua sentença, rápida e definitivamente” (NVI).

    “Porque surgirão falsos cristos e falsos profetas operando grandes sinais e prodígios para enganar, se possível, os próprios eleitos” (Mt 24.24). Na segunda metade dos sete anos de Tribulação haverá uma terceira e última onda de engano. Comparado às duas ondas anteriores, dessa vez o engano virá acompanhado de milagres e sinais. Isso levará a um completo endemoninhamento da humanidade. Apocalipse 13.13 diz: “Também opera grandes sinais, de maneira que até fogo do céu faz descer à terra, diante dos homens.” Três capítulos adiante, lemos: “porque eles são espíritos de demônios, operadores de sinais, e se dirigem aos reis do mundo inteiro com o fim de ajuntá-los para a peleja do grande Dia do Deus Todo-Poderoso… Então, os ajuntaram no lugar que em hebraico se chama Armagedom” (Ap 16.14,16).

    Quando Jesus diz: “Onde estiver o cadáver, aí se ajuntarão os abutres” (Mt 24.28), penso que Ele está se referindo a Jerusalém, onde será estabelecida a abominação desoladora e sobre a qual as nações, seduzidas pelos demônios, se lançarão.

    O “abominável da desolação” será o período da história mundial tão terrível como jamais houve na terra, incomparável em sua magnitude, a maior angústia já experimentada pelos homens. Se ele não fosse abreviado, ou seja, limitado a três anos e meio, ninguém iria sobreviver.

    Sexto marco: em seguida à Tribulação

    “Logo em seguida à tribulação daqueles dias, o sol escurecerá, a lua não dará a sua claridade, as estrelas cairão do firmamento, e os poderes dos céus serão abalados. Então, aparecerá no céu o sinal do Filho do Homem; todos os povos se lamentarão e verão o Filho do Homem vindo sobre as nuvens do céu, com poder e muita glória. E ele enviará os seus anjos, com grande clangor de trombeta, os quais reunirão os seus escolhidos, dos quatro ventos, de uma a outra extremidade dos céus” (Mt 24.29-31). Depois do sofrimento, depois da Grande Tribulação, o Senhor Jesus voltará com poder e muita glória.

    Últimas exortações

    “Aprendei, pois, a parábola da figueira: quando já os seus ramos se renovam e as folhas brotam, sabeis que está próximo o verão. Assim também vós: quando virdes todas estas coisas, sabei que está próximo, às portas” (Mt 24.32-33). A parábola da figueira e as palavras: “Assim também vós: quando virdes todas estas coisas, sabei que está próximo, às portas”, significam: quando as pessoas virem os sinais da Tribulação, então a vinda de Jesus está às portas.

    “Em verdade vos digo que não passará esta geração sem que tudo isto aconteça” (v.34). Quem é “esta geração”? A geração dos judeus que vivenciará o começo da Tribulação, que não perecerá até que Jesus tenha vindo.

    “Passará o céu e a terra, porém as minhas palavras não passarão” (v.35). Com essa afirmação Jesus confirma tudo o que dissera anteriormente, tudo o que anunciara, enfatizando que tudo acontecerá com certeza, que seu cumprimento é mais certo que a duração da existência do céu e da terra. A Bíblia e as palavras de Jesus se cumprirão em todas as suas declarações.

    “Mas a respeito daquele dia e hora ninguém sabe, nem os anjos dos céus, nem o Filho, senão o Pai” (v.36). Dia e hora ninguém sabe, mas estamos na expectativa de que Ele virá em breve, pois vivenciamos o cumprimento dos sinais que antecedem os juízos de Deus!

    “Pois assim como foi nos dias de Noé, também será a vinda do Filho do Homem” (v. 37). Antes da vinda de Jesus a situação será semelhante à dos dias de Noé. Até que o dilúvio inundasse a terra (Gn 7.17), as pessoas não acreditavam que o fim estava próximo, e a porta da arca foi irremediavelmente fechada por Deus (v.16). Também no que diz respeito à primeira fase da volta de Jesus, o Arrebatamento, as pessoas dirão que tudo está como sempre foi e que vai continuar assim. Elas não contarão com o Arrebatamento.

    “Logo em seguida à tribulação daqueles dias, o sol escurecerá, a lua não dará a sua claridade, as estrelas cairão do firmamento, e os poderes dos céus serão abalados. Então, aparecerá no céu o sinal do Filho do Homem; todos os povos se lamentarão e verão o Filho do Homem vindo sobre as nuvens do céu, com poder e muita glória. E ele enviará os seus anjos, com grande clangor de trombeta, os quais reunirão os seus escolhidos, dos quatro ventos, de uma a outra extremidade dos céus” (Mt 24.29-31).

    “Porque, assim como foi nos dias anteriores ao dilúvio comiam e bebiam, casavam e davam-se em casamento, até ao dia em que Noé entrou na arca” (Mt 24.38). Sete dias depois que Noé entrou na arca, o dilúvio se derramou (veja Gn 7.1,4,7). Quando o Arrebatamento da Igreja tiver acontecido, em um espaço de tempo não especificado, mas relativamente curto, a Tribulação sobrevirá de forma repentina e surpreendente sobre todos os que habitam a terra.

    “Portanto, vigiai, porque não sabeis em que dia vem o nosso Senhor. Mas considerai isto: se o pai de família soubesse a que hora viria o ladrão, vigiaria e não deixaria que fosse arrombada a sua casa. Por isso, ficai também vós apercebidos; porque, à hora em que não cuidais, o Filho do Homem virá” (Mt 24.42-44). Não permita que sua “casa” seja arrombada! Coloque sua vida à disposição do Senhor! Entregue-se completa e totalmente a Ele, permitindo que Ele seja o guardião de sua casa! E mais: permita ser enchido pelo Espírito Santo (veja Ef 5.18)!

    “Quem é, pois, o servo fiel e prudente, a quem o senhor confiou os seus conservos para dar-lhes o sustento a seu tempo? Bem-aventurado aquele servo a quem seu senhor, quando vier, achar fazendo assim. Em verdade vos digo que lhe confiará todos os seus bens. Mas, se aquele servo, sendo mau, disser consigo mesmo: Meu senhor demora-se, e passar a espancar os seus companheiros e a comer e beber com ébrios, virá o senhor daquele servo em dia em que não o espera e em hora que não sabe e castigá-lo-á, lançando-lhe a sorte com os hipócritas; ali haverá choro e ranger de dentes” (Mt 24.45-51). Seja um servo prudente, uma serva boa e fiel. Atente à Palavra Profética, esteja esperando o Senhor Jesus a qualquer momento e distribua a Palavra como alimento no tempo certo! (Norbert Lieth – http://www.beth-shalom.com.br)

    *Pelo fato da Grã-Bretanha ter conquistado a Palestina em 1917 e ter apoiado a formação de um lar nacional judeu através da Declaração Balfour.

Domingo 2 Setembro devocional “Boa Semente Já sabeis a graça de nosso Senhor Jesus Cristo, que, sendo rico, por amor de vós se fez pobre, para que, pela sua pobreza, enriquecêsseis (2 Coríntios 8:9).

Senhor Jesus Cristo, que, sendo rico, por amor de vós se fez pobre, para que, pela sua pobreza, enriquecêsseis (2 Coríntios 8:9).

A RIQUEZA DE CRISTO

Dois homens travaram uma discussão sobre a existência eterna de Cristo. Um deles, unitariano (que nega a Trindade), afirmava que a Bíblia não ensina que Jesus tenha existido antes de nascer em Belém. O outro, um cristão, procurava demonstrar o contrário. Contudo, o unitariano argumentava tão hábil e sutilmente que seu concorrente logo foi vencido. A versículos como “No princípio, era o Verbo, e o Verbo estava com Deus, e o Verbo era Deus” (João 1:1), ele respondia tão-somente: — Sim, na representação de Deus, não na realidade. Assim explicava um versículo após o outro, afirmando que era incorreto e tratando de impor cada vez mais sua própria interpretação da Bíblia.

Por fim, outro cristão, que escutara a discussão, se aproximou e disse: — Há um versículo na Bíblia que para mim é decisivo sobre esse assunto. Perguntaram-lhe qual. — O da segunda Epístola aos Coríntios, capítulo 8, versículo 9, no qual o apóstolo inspirado disse que Jesus Cristo era rico. Quando foi rico? No mundo? Nasceu em um estábulo, e Ele mesmo disse: ‘As raposas têm covis, e as aves do céu, ninhos, mas o Filho do Homem não tem onde reclinar a cabeça’ (Lucas 9:58). Por favor, me digam quando Ele foi rico? Ele foi rico na eternidade passada, quando estava ‘no seio do Pai’, antes que Ele, Senhor de toda a criação se humilhasse e fosse pobre… para a nossa salvação.

Assim, a discussão foi encerrada.

Extraído do devocional “Boa Semente

Sábado 1 Setembro devocional “Boa Semente Andai em amor, como também Cristo vos amou e se entregou a si mesmo por nós, em oferta e sacrifício a Deus, em cheiro suave (Efésios 5:2).

MEDITAÇÕES SOBRE O LIVRO DE LEVÍTICO (Leia Levítico 18:1-5 e 19:1-19)

(Levítico 18:1) – FALOU mais o SENHOR a Moisés, dizendo:

(Levítico 18:2) – Fala aos filhos de Israel, e dize-lhes: Eu sou o SENHOR vosso Deus.

(Levítico 18:3) – Não fareis segundo as obras da terra do Egito, em que habitastes, nem fareis segundo as obras da terra de Canaã, para a qual vos levo, nem andareis nos seus estatutos.

(Levítico 18:4) – Fareis conforme os meus juízos, e os meus estatutos guardareis, para andardes neles. Eu sou o SENHOR vosso Deus.

(Levítico 18:5) – Portanto, os meus estatutos e os meus juízos guardareis; os quais, observando-os o homem, viverá por eles. Eu sou o SENHOR.

(Levítico 19:1) – E, por expiação da sua culpa, trará ao SENHOR, à porta da tenda da congregação, um carneiro da expiação,

(Levítico 19:2) – E, com o carneiro da expiação da culpa, o sacerdote fará propiciação por ele perante o SENHOR, pelo pecado que cometeu; e este lhe será perdoado.

(Levítico 19:3) – E, quando tiverdes entrado na terra, e plantardes toda a árvore de comer, ser-vos-á incircunciso o seu fruto; três anos vos será incircunciso; dele não se comerá.

(Levítico 19:4) – Porém no quarto ano todo o seu fruto será santo para dar louvores ao SENHOR.

(Levítico 19:5) – E no quinto ano comereis o seu fruto, para que vos faça aumentar a sua produção. Eu sou o SENHOR vosso Deus.

(Levítico 19:6) – Não comereis coisa alguma com o sangue; não agourareis nem adivinhareis.

(Levítico 19:7) – Não cortareis o cabelo, arredondando os cantos da vossa cabeça, nem danificareis as extremidades da tua barba.

(Levítico 19:8) – Pelos mortos não dareis golpes na vossa carne; nem fareis marca alguma sobre vós. Eu sou o SENHOR.

(Levítico 19:9) – Não contaminarás a tua filha, fazendo-a prostituir-se; para que a terra não se prostitua, nem se encha de maldade.

(Levítico 19:10) – Guardareis os meus sábados, e o meu santuário reverenciareis. Eu sou o SENHOR.

(Levítico 19:11) – Não vos virareis para os adivinhadores e encantadores; não os busqueis, contaminando-vos com eles. Eu sou o SENHOR vosso Deus.

(Levítico 19:12) – Diante das cãs te levantarás, e honrarás a face do ancião; e temerás o teu Deus. Eu sou o SENHOR.

(Levítico 19:13) – E quando o estrangeiro peregrinar convosco na vossa terra, não o oprimireis.

(Levítico 19:14) – Como um natural entre vós será o estrangeiro que peregrina convosco; amá-lo-ás como a ti mesmo, pois estrangeiros fostes na terra do Egito. Eu sou o SENHOR vosso Deus.

(Levítico 19:15) – Não cometereis injustiça no juízo, nem na vara, nem no peso, nem na medida.

(Levítico 19:16) – Balanças justas, pesos justos, efa justo, e justo him tereis. Eu sou o SENHOR vosso Deus, que vos tirei da terra do Egito.

(Levítico 19:17) – Por isso guardareis todos os meus estatutos, e todos os meus juízos, e os cumprireis. Eu sou o SENHOR.

(Levítico 19:18) – FALOU mais o SENHOR a Moisés, dizendo:

(Levítico 19:19) – Fala a toda a congregação dos filhos de Israel, e dize-lhes: Santos sereis, porque eu, o SENHOR vosso Deus, sou santo.

 

As ordenanças contidas nestes capítulos têm em vista a santidade prática do povo do Senhor. Elas incluem misericórdia (v. 10), integridade  e verdade (vv. 11, 12), justiça (vv. 13-15), benevolência e amor (vv. 16-18). É humilhante encontrar as mesmas advertências dirigidas aos cristãos nas epístolas, como Efésios e Colossenses. Isso prova que a velha natureza em um filho de Deus não é melhor que em um israelita nos primórdios. “Não fareis segundo as obras da terra do Egito, em que habitastes”; assim começa o capítulo 18, antes de enumerar as corrupções da carne que o Senhor abomina. “Isto, portanto, digo…”, ensina o apóstolo aos efésios, “que não mais andeis como também andam os gentios, na vaidade dos seus próprios pensamentos… os quais, tendo-se tornado insensíveis, se entregaram à dissolução para, com avidez, cometerem toda sorte de impureza” (Efésios 4:17-19; compare também os vv. 25 e 28 com Levítico 19:11). “Andai em amor”, conclui o apóstolo (Efésios 5:2) e esta também é a conclusão mostrada no versículo 18: “… amarás o teu próximo como a ti mesmo”. O Senhor Jesus citou esse versículo e o ilustrou perfeitamente com a própria vida. Por essa razão, Tiago o chama de “lei régia” (do Rei) “segundo a Escritura” (Lucas 10:28-37; Tiago 2:8)!

Extraído do devocional “Boa Semente

Mateus 13:31-43 Guia Devocional

Mateus 13:31-43

(Mateus 13:31) – Outra parábola lhes propôs, dizendo: O reino dos céus é semelhante ao grão de mostarda que o homem, pegando nele, semeou no seu campo;

(Mateus 13:32) – O qual é, realmente, a menor de todas as sementes; mas, crescendo, é a maior das plantas, e faz-se uma árvore, de sorte que vêm as aves do céu, e se aninham nos seus ramos.

(Mateus 13:33) – Outra parábola lhes disse: O reino dos céus é semelhante ao fermento, que uma mulher toma e introduz em três medidas de farinha, até que tudo esteja levedado.

(Mateus 13:34) – Tudo isto disse Jesus, por parábolas à multidão, e nada lhes falava sem parábolas;

(Mateus 13:35) – Para que se cumprisse o que fora dito pelo profeta, que disse: Abrirei em parábolas a minha boca; Publicarei coisas ocultas desde a fundação do mundo.

(Mateus 13:36) – Então, tendo despedido a multidão, foi Jesus para casa. E chegaram ao pé dele os seus discípulos, dizendo: Explica-nos a parábola do joio do campo.

(Mateus 13:37) – E ele, respondendo, disse-lhes: O que semeia a boa semente, é o Filho do homem;

(Mateus 13:38) – O campo é o mundo; e a boa semente são os filhos do reino; e o joio são os filhos do maligno;

(Mateus 13:39) – O inimigo, que o semeou, é o diabo; e a ceifa é o fim do mundo; e os ceifeiros são os anjos.

(Mateus 13:40) – Assim como o joio é colhido e queimado no fogo, assim será na consumação deste mundo.

(Mateus 13:41) – Mandará o Filho do homem os seus anjos, e eles colherão do seu reino tudo o que causa escândalo, e os que cometem iniqüidade.

(Mateus 13:42) – E lançá-los-ão na fornalha de fogo; ali haverá pranto e ranger de dentes.

(Mateus 13:43) – Então os justos resplandecerão como o sol, no reino de seu Pai. Quem tem ouvidos para ouvir, ouça.

Nas seis “parábolas do reino” que se seguem à do semeador, o Senhor expõe qual será o resultado da Sua semeadura neste mundo. A parábola do grão de mostarda que se torna uma grande árvore descreve a forma exterior que o reino dos céus tomou depois da rejeição do Rei, enquanto a parábola do fermento escondido na massa enfatiza a obra secreta que enfraquece as características do reino. É o tempo da Igreja responsável. Depois de um pequeno começo (alguns discípulos), o Cristianismo teve o desenvolvimento que conhecemos. Porém, seu êxito e expansão pelo mundo não são de modo algum a prova da aprovação e da bênção de Deus. Isto porque, ao mesmo tempo em que se expandia, era invadido pelo mal (os pássaros – v. 4 e 19 – e o fermento).

A mistura que caracteriza a Cristandade professa é ilustrada de outra maneira pela parábola do joio no campo, que o Senhor explica aqui. Sabe-se que hoje em dia o nome de cristão é assumido por todos os que são batizados, sejam eles verdadeiros filhos de Deus ou não. O Senhor suportará essa situação até que venha o dia da ceifa (Apocalipse 14:15-16). Então, nesse dia, Ele mostrará o destino final do trigo e do joio e o que Ele pensa de cada um de nós.

Mateus 13:18-30 Guia Devocional

Mateus 13:18-30

(Mateus 13:18) – Escutai vós, pois, a parábola do semeador.

(Mateus 13:19) – Ouvindo alguém a palavra do reino, e não a entendendo, vem o maligno, e arrebata o que foi semeado no seu coração; este é o que foi semeado ao pé do caminho.

(Mateus 13:20) – O que foi semeado em pedregais é o que ouve a palavra, e logo a recebe com alegria;

(Mateus 13:21) – Mas não tem raiz em si mesmo, antes é de pouca duração; e, chegada a angústia e a perseguição, por causa da palavra, logo se ofende;

(Mateus 13:22) – E o que foi semeado entre espinhos é o que ouve a palavra, mas os cuidados deste mundo, e a sedução das riquezas sufocam a palavra, e fica infrutífera;

(Mateus 13:23) – Mas, o que foi semeado em boa terra é o que ouve e compreende a palavra; e dá fruto, e um produz cem, outro sessenta, e outro trinta.

(Mateus 13:24) – Propôs-lhes outra parábola, dizendo: O reino dos céus é semelhante ao homem que semeia a boa semente no seu campo;

(Mateus 13:25) – Mas, dormindo os homens, veio o seu inimigo, e semeou joio no meio do trigo, e retirou-se.

(Mateus 13:26) – E, quando a erva cresceu e frutificou, apareceu também o joio.

(Mateus 13:27) – E os servos do pai de família, indo ter com ele, disseram-lhe: Senhor, não semeaste tu, no teu campo, boa semente? Por que tem, então, joio?

(Mateus 13:28) – E ele lhes disse: Um inimigo é quem fez isso. E os servos lhe disseram: Queres pois que vamos arrancá-lo?

(Mateus 13:29) – Ele, porém, lhes disse: Não; para que, ao colher o joio, não arranqueis também o trigo com ele.

(Mateus 13:30) – Deixai crescer ambos juntos até à ceifa; e, por ocasião da ceifa, direi aos ceifeiros: Colhei primeiro o joio, e atai-o em molhos para o queimar; mas, o trigo, ajuntai-o no meu celeiro.

Em Seu perfeito conhecimento do coração humano, o Senhor distingue quatro classes de pessoas entre os que ouvem Sua Palavra. A primeira é comparada ao solo da beira do caminho, endurecido por ser tão pisoteado pelos que passam por ele. Será que nosso coração se parece com este solo sobre o qual o mundo passa e torna a passar, de forma que a Palavra de Deus não pode penetrar?

Outros, como os “solos rochosos”, são as personalidades superficiais. Sua consciência não foi profundamente lavrada pela convicção de pecado. Por isso, a emoção passageira experimentada ao ouvir o Evangelho não é mais que meramente uma aparência de fé.

A verdadeira fé tem, necessariamente, raízes invisíveis, mas pelos seus frutos visíveis é que ela é reconhecida. Sem obras, a fé está morta, sufocada como sementes em meio aos espinhos (Tiago 2:17).

Mas a semente caiu também em boa terra, onde as espigas podem amadurecer no devido tempo.

A parábola do joio nos ensina que o inimigo não somente arrebatou a boa semente (v. 19), mas também semeou a má semente enquanto os homens dormiam. Dormir no sentido espiritual nos coloca à mercê de toda má influência, e é por esse motivo que somos continuamente exortados a vigiar (Marcos 13:37; 1 Pedro 5:8 etc).

Extraído do “Guia Devocional do Novo Testamento

Guia Devocional do Novo Testamento


(Mateus 13:1) – TENDO Jesus saído de casa, naquele dia, estava assentado junto ao mar;

(Mateus 13:2) – E ajuntou-se muita gente ao pé dele, de sorte que, entrando num barco, se assentou; e toda a multidão estava em pé na praia.

(Mateus 13:3) – E falou-lhe de muitas coisas por parábolas, dizendo: Eis que o semeador saiu a semear.

(Mateus 13:4) – E, quando semeava, uma parte da semente caiu ao pé do caminho, e vieram as aves, e comeram-na;

(Mateus 13:5) – E outra parte caiu em pedregais, onde não havia terra bastante, e logo nasceu, porque não tinha terra funda;

(Mateus 13:6) – Mas, vindo o sol, queimou-se, e secou-se, porque não tinha raiz.

(Mateus 13:7) – E outra caiu entre espinhos, e os espinhos cresceram e sufocaram-na.

(Mateus 13:8) – E outra caiu em boa terra, e deu fruto: um a cem, outro a sessenta e outro a trinta.

(Mateus 13:9) – Quem tem ouvidos para ouvir, ouça.

(Mateus 13:10) – E, acercando-se dele os discípulos, disseram-lhe: Por que lhes falas por parábolas?

(Mateus 13:11) – Ele, respondendo, disse-lhes: Porque a vós é dado conhecer os mistérios do reino dos céus, mas a eles não lhes é dado;

(Mateus 13:12) – Porque àquele que tem, se dará, e terá em abundância; mas àquele que não tem, até aquilo que tem lhe será tirado.

(Mateus 13:13) – Por isso lhes falo por parábolas; porque eles, vendo, não vêem; e, ouvindo, não ouvem nem compreendem.

(Mateus 13:14) – E neles se cumpre a profecia de Isaías, que diz: Ouvindo, ouvireis, mas não compreendereis, E, vendo, vereis, mas não percebereis.

(Mateus 13:15) – Porque o coração deste povo está endurecido, E ouviram de mau grado com seus ouvidos, E fecharam seus olhos; Para que não vejam com os olhos, E ouçam com os ouvidos, E compreendam com o coração, E se convertam, E eu os cure.

(Mateus 13:16) – Mas, bem-aventurados os vossos olhos, porque vêem, e os vossos ouvidos, porque ouvem.

(Mateus 13:17) – Porque em verdade vos digo que muitos profetas e justos desejaram ver o que vós vedes, e não o viram; e ouvir o que vós ouvis, e não o ouviram.

O coração do povo judeu estava “endurecido”. Eles haviam voluntariamente fechado seus olhos e tapado seus ouvidos (v. 15). Por esta razão, de agora em diante, o Senhor falará de forma oculta, por parábolas. Seus ensinamentos estarão reservados apenas para Seus discípulos. Os versículos 18, 36 e 37 mostram que o Senhor sempre está disposto a explicar aos Seus o que eles desejam compreender. A Bíblia contém muitas coisas difíceis e obscuras para nossa mente limitada (Deuteronômio 29:29). Mas a explicação será dada no momento certo, se nós realmente a quisermos (Provérbios 28:5). Não nos deixemos desencorajar por passagens e expressões que não pudermos entender imediatamente. Peçamos ao Senhor que nos explique a Sua Palavra.

A rejeição do Messias por Israel tem ainda outra conseqüência: não tendo achado frutos para colher em meio a Seu povo, o Senhor irá agora semear o mundo com a palavra do Evangelho. Em Tiago 1:21 é chamada de “a palavra em vós implantada, a qual é poderosa para salvar as vossas almas”. Mas se existe somente um único tipo de semente, isto significa que nem todos recebem a Palavra da mesma forma. Como você a recebeu?

Extraído do “Guia Devocional do Novo Testamento” –

“Pérolas Diárias”Por isso mesmo convinha que, em todas as cousas, se tornasse semelhante aos irmãos, para ser misericordioso e fiel sumo sacerdote nas cousas referentes a Deus, e para fazer propiciação pelos pecados do povo. Pois naquilo que ele mesmo sofreu, tendo sido tentado, é poderoso para socorrer os que são tentados.” Hebreus 2.17-18

2 de Setembro

Hoje em dia, muitos, em seu desespero, buscam ajuda nas mais diversas fontes. Alguns lutam por segurança na sua instabilidade. Doentes mentais procuram ajuda com o psiquiatra, mas não encontram a ajuda verdadeira. E por que não? Porque ajuda exterior não traz ajuda interior! Seu problema não é exterior, mas interior, no seu coração, e por isso somente Jesus pode lhe ajudar! Ele pode ajudar porque se tornou semelhante a você e a mim. Pois Ele se identificou interiormente com o seu pecado: “Aquele que não conheceu pecado, ele o fez pecado por nós; para que nele fôssemos feitos justiça de Deus.” Isto quer dizer que Jesus Cristo, na cruz do Calvário, se identificou completamente com os nossos pecados, com a nossa natureza corrupta.

Você tem medo da morte? O Senhor Jesus se identifica com o seu medo da morte, pois, ao morrer, Ele, o Eterno, tomou o poder da morte daquele que o possuía, ou seja, o diabo. Por isso: somente Jesus pode lhe ajudar!

Extraído do livro “Pérolas Diárias” (de Wim Malgo)